Nas casas, profissionais orientam moradores
Visitas domiciliares mostram a realidade da região de Ituverava
Mônica Kikuti
enviada especial a Ituverava
Hoje é o último dia do Projeto Expedições Científicas e Assistenciais da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo na região de Ituverava, a 400km da Capital. Além do atendimento em mais de 15 especialidades médicas, o projeto também leva aos moradores orientações de saúde, por meio do Programa Saúde da Família (PSF). O orientador do projeto é o professor Paulo Carrara, da Santa Casa, As cirurgias são coordenadas pelo médico Carlos Alberto Malheiros.
Foram realizadas 18 visitas domiciliares a adoentados, idosos e portadores de deficiência, com participação de um grupo formado por estudantes de enfermagem, medicina, fisioterapia, fonoaudiologia, além de uma médica, que está se especializando em medicina da família, um fisioterapeuta, uma assistente social e agentes de saúde.
Maria Clara, de quatro anos, e Matheus, de cinco anos, filhos da maranhense Antônia L. Jesus Barros, de 25 anos, foram encaminhados para atendimento pediátrico pelos integrantes do projeto. Antônia mora em São Benedito da Cachoeirinha, a 15km de Ituverava. Por conta da falta de oxigenação no cérebro, a filha caçula nasceu com deficiência física e mental. "Depois do parto, o médico disse que a Maria Clara não iria resistir. Mas, ela reagiu bem. Veio mamar no peito só depois de 16 dias." A menina faz tratamento na Associação de Pais e Mestres dos Excepcionais (Apae) e, segundo a mãe, a criança melhorou os movimentos físicos.
De mudança - A também maranhense Cleidiane de Lima Ferreira Araújo, de 24 anos, recebeu a visita do grupo. Ela, que tem um bebê de 20 dias e Letícia, de três anos, deve mudar com o marido para a cidade de Sacramento, no sudoeste de Minas. Segundo ela, além do corte de cana ser melhor remunerado, Letícia poderá freqüentar a Apae. A garotinha tem também problemas mentais e físicos.
Além de administrar o quadro de Letícia, Cleidiane também terá de cuidar bem do bebê, que já nasceu com uma hérnia. Adepta de crendices populares, Cleidiane tinha colocado esparadrapo com uma moeda no umbigo da criança. A médica da família, Sabrina Floriani, orientou-a sobre os riscos de infecções, além de mostrar a forma correta de segurar o bebê na hora da amamentação.

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