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Panorama da AIDS no Estado de São Paulo

Informações do Evento

Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Data: 03/12/2009
Período: das 11:00 às 12:00
Coordenador do Evento: Eduardo Sadao Yonamine
Palestrante(s): Me. Ione Aquemi Guibo - Professora de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Detalhes do Evento:

1) A Dra. Ione Aquemi Guibo iniciou a videoconferência agradecendo o convite para participar do projeto, e lembrando que iria falar sobre AIDS;

2) Dra. Ione destacou que a AIDS é uma doença de notificação compulsória, porém, a pessoa que é infectada não é obrigada a fazer a notificação. Existe um critério de definição de casos, o qual se encontra disponível nos sites, tanto do Ministério, quanto da Secretaria. Por exemplo, o adulto deve ser HIV positivo, além de apresentar uma das doenças oportunistas ou ainda ter sinais e sintomas. Para cada um desses, há uma pontuação. Quando se obtém dez pontos, aí sim, é considerado um caso da doença. Lembrando que crianças também têm definições de casos, que há sintomas, os quais são considerados maiores ou menores, dependendo da quantidade destes sintomas ou dependendo da doença. Então, para ficar bem claro, o HIV por si só não é caso de identificação compulsória, porém o caso da AIDS sim. Situações de notificação compulsória são gestantes HIV positivo, que colocam a criança em risco, mesmo realizando ou não o teste antes. É obrigatório ter a notificação dessa criança e a mesma deve ser acompanhada após um ano, chegando até a 18 meses. Nesse caso, é feita uma avaliação para verificar se ainda permanece HIV positivo ou não;

3) Dra. Ione passou a falar sobre a estimativa da quantidade de infectados no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A prevalência, ou seja, a proporção de pessoas positivas com HIV na faixa etária de 15 a 49 anos é de 0,61%. Assim, a cada mil pessoas, seis poderiam estar infectadas dentro desta faixa etária. Nas mulheres, a prevalência é um pouco menor do que nos homens. Existem notificados como casos no Brasil até 2009, 544.846 casos, o que chega à taxa de incidência, ou seja, este é o número de casos dividido pela população. Argumentou qual a quantidade desta incidência e a taxa de óbitos no Brasil. Destacou que houve uma disseminação crescente no decorrer dos anos, desde 1980 até 2008. Hoje, um pouco mais de 94% de todos os municípios do estado tiveram um caso notificado. Em São Paulo foram notificados 179.403 casos. É necessário calcular essa taxa de incidência todo ano para analisar se está piorando ou melhorando, e se é possível comparar com outras cidades;

4) Dra. Ione apresentou um gráfico ilustrando como foi evoluindo os casos de AIDS no Brasil entre homens e mulheres. Expôs mais um gráfico relativo às crianças, o qual no início teve uma grande incidência de contaminados no decorrer dos anos. No entanto, esta taxa vem diminuindo com o tempo. Comentou mais alguns gráficos relacionados a notificações em mulheres gestantes com HIV positivo, outro relacionado à grande proporção de homens heterossexuais, e por fim, um em relação às mulheres acima de 13 anos. Destacou também um gráfico específico com a faixa etária ao longo dos anos, enfatizando que a grande proporção de pessoas com AIDS está entre 30 a 49 anos, além do aumento de casos de pessoas com 50 a 59 anos, sendo que nos mais jovens há uma redução. Lembrou que essas pessoas foram contaminadas antes de se tornar caso, mas na medida em que as atividades sexuais se mantiveram com mais idade, aumentou a probabilidade de se obter a infecção. Ressaltou que foi um grande “sucesso” o programa da AIDS brasileiro e do estado de São Paulo, em especial, que mostra a taxa de óbitos entre homens e mulheres e o total. Foi obtida uma grande redução de óbitos, uma estabilidade precisa. Mostrou uma tabela com a posição dos óbitos referente à AIDS no estado de São Paulo;

5) Dra. Ione frisou um modo interessante de encarar a sobrevida com AIDS. De 1982 a 1989, Chequer fez um trabalho mostrando que a sobrevida era mediana e que as pessoas que tinham AIDS viviam em torno de cinco meses. Já em 1995, Marins apresentou outro trabalho no qual os casos diagnosticados na época sobreviviam em torno de dezesseis meses. Em 1996, esta sobrevida aumentou para cinquenta e oito meses. A doutora participou de um trabalho em que os casos diagnosticados de 1998 a 1999, nas regiões Sul e Sudeste, tiveram uma sobrevida muito maior. Destacou um gráfico da porcentagem de pacientes com AIDS que viveram pelo menos um ano, após o diagnóstico. Frisou ainda que quanto mais cedo diagnosticar um indivíduo com HIV e acompanhar essa pessoa, maior será a possibilidade de sobrevida com qualidade. Hoje, há várias campanhas relacionadas ao HIV sendo realizadas em vários municípios. Essas campanhas são chamadas de Fique Sabendo. Em São Paulo há em torno de 70 mil pessoas com a doença, porém vivas, tomando medicamento que o próprio estado de São Paulo fornece. Finalizou disponibilizando sites relacionados à AIDS e seu e-mail para esclarecimentos de dúvidas: www.aids.gov.br, www.crt.saude.sp.gov.br, ione.guibu@fcmscsp.edu.br, ione@cealag.com.br;

6) Sr. César Henrique Theobaldo (Gerente do Departamento de Informática da FCMSCSP) tomou a palavra e passou às entidades participantes, as quais fizeram seus comentários, questionamentos e debateram sobre o tema, tendo obtido respostas muito pertinentes da Dra. Ione Aquemi Guibu. O debate poderá ser melhor acompanhado através do vídeo do evento que se encontra na página do projeto EDUCASUS www.educasus.com.br. Sr. César agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão.


PARTICIPANTES NA FACULDADE:
Sr. César Henrique Theobaldo (Gerente do Departamento de Informática da FCMSCSP)

ENTIDADES PARTICIPANTES:
SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE LORENA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE MARÍLIA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE PIRACICABA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE SOROCABA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE VOTUPORANGA – não linkado; FEHOSP; HOSPITAL SÄO LUIZ GONZAGA – não linkado; HOSPITAL GERAL DE GUARULHOS – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE RIBEIRÃO PRETO – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE BARRETOS; FUNDAÇÃO AMARAL CARVALHO / JAÚ – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE OURINHOS – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE FRANCA; SANTA CASA DE MIS. DE SANTOS; CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA – não linkado

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