Área do Usuário

Treinamento e Desenvolvimento de Pessoal

Informações do Evento

Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Data: 07/12/2009
Período: das 11:00 às 12:00
Coordenador do Evento: Eduardo Sadao Yonamine
Palestrante(s): José Armando Calderaro - Especialista em Administração de Empresas pela FGV e docente do curso de MBA da FANDACE/FEA-SP.

Detalhes do Evento:

1) O Sr. José Armando Calderaro iniciou a videoconferência agradecendo o convite para participar do projeto, e lembrando que iria falar sobre Treinamento e Desenvolvimento de Pessoal;

2) Sr. José destacou que vivemos em um ambiente de mudança muito grande no mercado de trabalho, o que tem causado um impacto muito grande no desempenho humano das pessoas. As pessoas têm de se readaptar às suas formas de trabalho, assimilar novos conhecimentos, e ter sempre qualificação pessoal. Não existe mais aquela situação em que a pessoa já tenha terminado sua qualificação profissional ou pós-graduação. Enfim, hoje a gestão do conhecimento demonstra que o profissional tem que estar sempre se preparando, cada vez mais, para que ele possa levar o novo conhecimento para a empresa. Isso teve início em um ambiente bem técnico, sendo bem pouco na parte comportamental. Começou na parte comportamental a partir da década de 90, quando o novo modelo passou a ser mais dinâmico e inovador, pois ele busca nas pessoas mais flexibilidade e mais adaptação. Então, não se pode ter mais uma recepcionista dentro de um hospital para realizar somente aquela função, ou seja, ela deixou de ser mecanicista, com comportamento burocrático repetitivo, passando a olhar mais para o contexto. Nesse caso, não há possibilidades de se obter um funcionário de forma saturada que possa saber apenas aquela função. Primeiro porque as empresas hoje exigem além da eficiência, a eficácia dos empregados;

3) Sr. José passou a falar da liderança da empresa. Há um grande problema chamado treinamento de pessoal. Iniciou pedindo desculpas aos lideres que estavam presentes, mas lembrou que, infelizmente, ocorre esta situação de chegar a um treinamento e dizer: “Olha, porque você não fala isso para meu chefe? Meu chefe não faz assim, não age assim.” Então, a atitude é muito importante. As organizações procuram ser mais flexíveis e o empregado também tem que ser mais criativo e inovador, tanto que algumas escolas e faculdades colocam dentro do programa de pós-graduações a questão da criatividade e inovação. O treinamento prima muito por isso ao buscar a questão de a pessoa ser criativa e não apenas mecanicista. Explicou o desenvolvimento do RH. Muitas vezes na empresa e até mesmo o pessoal do RH não deixa muito claro o que é desenvolvimento. Desenvolvimento já é diferente do que se faz em uma captação bem focalizada. Ele trabalha um conjunto de experiências organizadas de aprendizagem, ou seja, ajuda a trabalhar no desenvolvimento e potencial do pessoal que trabalha junto. Todos têm potencial criativo, inovador, de desenvolvimento, além de duas coisas: ter a oportunidade de melhoria e o querer, ter atitude. Esse último entra naqueles famosos critérios, chamados de conhecimento, estabilidade e atitude, os quais as pessoas precisam ter;

4) Sr. José explicou que usa muito o treinamento para preparar a pessoa para o cargo, sendo esta a função do cargo, aumentando a possibilidade dela atuar melhor. Isto envolve a responsabilidade tanto da empresa, quanto do colaborador. Entre as responsabilidades está aumentar cada vez mais a possibilidade do funcionário desenvolver melhor suas atividades. O treinamento trabalha principalmente com a formação, aperfeiçoamento e reciclagem. É um processo educacional de curto prazo que traz para a empresa resultado através do que as pessoas aprendem, conhecem, melhorando suas responsabilidades. Focou o desenvolvimento como preparação para o futuro. Lembrou da grande importância do líder. Não adianta observar o funcionário somente pelo que ele faz hoje, e sim pelo seu futuro profissional dentro da empresa, visando que o mesmo possa ser favorecido no amanhã. Anteriormente, as empresas buscavam pessoas que realizavam um ótimo trabalho. Hoje, além disso, elas buscam pessoas com o intuito de saber quais são seus para melhoria da empresa. Destacou um tópico relacionado à educação, a qual prepara a pessoa para o ambiente dentro e fora do trabalho. Outro detalhe importante é que ela ajuda a pessoa que realmente quer ser ajudada;

5) Sr. José relatou o processo de treinamento, explicando-o e passando o passo a passo detalhadamente. Em cima do processo de treinamento é que se iniciará a formação do profissional, o qual chamamos hoje de profissional da era do conhecimento. Então, hoje, há um profissional que não é aquele que trabalha somente com tarefas rotineiras. Hoje, os profissionais são preparados para a área do conhecimento, que é na verdade qualificação, ou seja, um elemento estratégico para o trabalhador e para a organização. Destacou Peter Ducker, uns dos grandes espectadores de administração, o qual citava a sociedade do conhecimento, através da vivência das empresas. As empresas precisam de trabalhadores com conhecimento muito mais do que os trabalhadores precisam dela. Desse modo, as empresas realmente precisam de todos, e a partir daí, o profissional tem que dar essa contribuição para empresa através de seu conhecimento. Esse conhecimento é adquirido de várias formas, sendo que não é possível saber tudo. É importante aprender também a selecionar as informações. Relatou os métodos de desenvolvimento de pessoas, enfatizando um a um. Destacou também o processo de avaliação do retorno de investimento, o qual é feito após o processo de treinamento;

6) Sr. José passou a falar que a Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo está realizando um trabalho muito bom através do Projeto EDUCASUS, que é a gestão do conhecimento. “Nós trabalhamos com essas pessoas de capital intelectual. Hoje falamos que o capital intelectual é muito usado, mas temos outra questão chamada inteligência emocional. Então, além do capital intelectual e a gestão do conhecimento, exige-se que você use sua inteligência emocional. Tanto o treinamento, o desenvolvimento e a educação servem para trabalhar o capital intelectual, o qual deve ser administrado caso as organizações desejem mantê-lo.” A gestão do conhecimento é entender, organizar, potencializar, aplicar e gerar novos conhecimentos. Finalizou afirmando que a questão do treinamento, desenvolvimento e educação não é uma questão só de recursos humanos. Ela é um trabalho que tem de ter uma reflexão de toda a liderança da instituição, porque se a liderança não tiver isso bem claro, a empresa não irá se beneficiar com isso, não irá conseguir transferir o conhecimento através do treinamento e desenvolvimento. Aliás, eles são feitos para isso, para se passar e receber o conhecimento. Por fim, disse que todos são gestores;

7) Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP) tomou a palavra e fez a seguinte pergunta: “As leis trabalhistas não mudaram e isso talvez dificulte a adaptação de uma nova forma de trabalho com estas leis que temos hoje. Muito o que aprendemos hoje, metodologia, gerenciamento, acredito que venha da iniciativa privada, dos bancos, que foi o primeiro a entrar na revolução tecnológica e gestão de conhecimento. A partir de então, começamos a importar as técnicas e ferramentas de administração para a área hospitalar. Vejo que os hospitais primários foram os primeiros a entrarem nesse esquema, porque eles têm uma forma de enxergar, estão controlando muito bem os custos e estão criando indicadores para gerir melhor os hospitais particulares. Quando tentamos implantar isso nos hospitais públicos entramos com um problema das leis trabalhistas, como incentivar, porque o indivíduo tem uma boa atitude frente a isso. Sempre acho que nós contratamos a competência e a habilidade, mas na hora de admitir, o importante é a atitude, pois sabemos que os profissionais de saúde sabem fazer, mas o que não têm a oportunidade de fazer é demonstrar a atitude.” Sr. José respondeu: “As leis trabalhistas atrapalham muito realmente. Temos uma CLT que é de 1943, a qual Getulio Vargas instituiu e que na época tinha de ser feito, pois não havia regras trabalhistas e o trabalhador era relegado ao terceiro plano. Na própria Itália, de onde ele retirou a base da CLT, ela após quinze anos já trabalhava diferente a legislação trabalhista, pensava diferente. Hoje, temos dificuldade com tecnologia da informação, principalmente o pessoal que vem de baixo. Temos essa dificuldade, pois não mudamos a cabeça do trabalhador e do empresário. A nossa lei precisa aos poucos ter uma mudança para colaborar, para ajudar com isso.” Dr. Eduardo Sadao tomou a palavra, fez mais algumas perguntas e passou às entidades participantes, as quais fizeram seus comentários, questionamentos e debateram sobre o tema, tendo obtido respostas muito pertinentes do Sr. José Armando Calderaro. O debate poderá ser melhor acompanhado através do vídeo do evento que se encontra na página do projeto EDUCASUS www.educasus.com.br. Dr. Sadao agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão.


PARTICIPANTES NA FACULDADE:
Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP)

ENTIDADES PARTICIPANTES:
SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE LORENA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE MARÍLIA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE PIRACICABA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE SOROCABA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE VOTUPORANGA; FEHOSP; HOSPITAL SÄO LUIZ GONZAGA – não linkado; HOSPITAL GERAL DE GUARULHOS; SANTA CASA DE MIS. DE RIBEIRÃO PRETO; SANTA CASA DE MIS. DE BARRETOS; FUNDAÇÃO AMARAL CARVALHO / JAÚ; SANTA CASA DE MIS. DE OURINHOS; SANTA CASA DE MIS. DE FRANCA; SANTA CASA DE MIS. DE SANTOS; CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA

Rua Libero Badaró, 158 - 6 andar - São Paulo - SP - CEP: 01008-000
Fone: 11 - 3242-8111 Fax: 11 - 3112-0554.