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Tumores Ósseos

Informações do Evento

Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Data: 25/11/2009
Período: das 11:00 às 12:00
Coordenador do Evento: Eduardo Sadao Yonamine
Palestrante(s): Dra. Maria Luisa Borsato - Médica Assistente do Serviço de Oncologia Pediátrica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Detalhes do Evento:

1) A Dra. Maria Luisa Borsato iniciou a videoconferência agradecendo o convite para participar do projeto, e lembrando que iria falar sobre Tumores Ósseos;

2) Dra. Maria frisou que o câncer na infância é uma doença muito rara, porém representa a segunda causa de mortalidade em crianças acima de um ano. A primeira causa são os acidentes e a violência, os quais são, na verdade, causas externas. Quando se fala em doença propriamente dita, o câncer é a primeira causa. Dessa forma, é de grande importância fazer o diagnóstico deste paciente. Em termos de números, existem registros na base populacional, de nove mil casos de câncer nessa faixa etária. Lembrou ainda de um anúncio que foi publicado no site do INCA, o qual mostrava uma previsão de crianças com câncer para os anos de 2010 e 2011. Ao observar a quantidade de crianças com câncer durante o ano, nota-se que há uma parcela muito pequena, quando comparada à quantidade de câncer que acomete a população em geral. “Nós temos o costume de dizer que o câncer é uma doença de envelhecimento e não uma doença que costumamos vê-la na infância.” Existem particularidades diferentes do câncer infantil para o câncer adulto, entre elas os aspectos familiares. Citou alguns exemplos e mais algumas diferenças entre o câncer infantil e o adulto;

3) Dra. Maria destacou que, observando a taxa de cura, percebe-se que o câncer responde ao tratamento. Essas taxas também são muito diferentes, quando comparadas às taxas referentes ao adulto. Em crianças, aproximadamente, ¾ serão curadas, caso seja feito o diagnóstico precocemente. Isso ocorre nos países desenvolvidos. Já nos países em desenvolvimento essa taxa cai um pouco. É necessária a responsabilidade de todos para realizarem o diagnóstico precoce, sendo também obrigatoriedade dos pais que cuidam da criança, do cuidador, do professor e, principalmente, do pediatra, o qual é o primeiro profissional procurado por esse paciente. Como objetivo está não somente a cura desse paciente, mas também uma boa qualidade de vida. Explicou a dificuldade que existe durante as etapas, as quais os pacientes têm de seguir após o diagnóstico, entre o início da manifestação da doença e o tratamento. Essa linha de tempo pode variar de meses a anos. Mostrou o passo a passo das etapas a serem prosseguidas através de um gráfico;

4) Dra. Maria passou a falar das neoplasias na infância, como comentado anteriormente, que são diferentes em uma criança para um adulto. Nas crianças encontram-se muito mais as leucemias, os linfomas e os tumores no sistema nervoso central, correspondendo a mais de 50% dos casos de câncer na infância e a 5% dos casos de tumores ósseos. Destacou que foram feitas várias campanhas anualmente, informando aos pais, até mesmo aos pediatras a respeito do diagnóstico precoce, destacando os vários sintomas. Relatou os principais sintomas dos tumores ósseos. Comentou que havia dito a respeito dos sinais de alerta na fase adulta, e que nas crianças é muito raro, porém eles existem. Destacou ainda alguns destes sinais. Quando o pediatra deve solicitar exames, para a criança que vem se queixando de dor? Essa solicitação deve ser feita, principalmente, quando a dor for recorrente e sempre no mesmo local. Ao paciente que vem pela primeira vez com a dor, pode-se até deixar de pedir uma radiografia, mas se essa criança retorna com dor deverá ser radiografada. A dor recorrente deve ser sempre investigada. Deve-se lembrar também das dores ósseas infusas, como leucemia e linfomas. Lembrou também que é importante solicitar o exame em relação ao seu estado geral, como febre, perda de peso ou falta de ânimo. Os exames a serem solicitados a princípio são: Raio-x, hemograma, DHL, fosfatase alcalina;

5) Dra. Maria destacou e relatou o diagnóstico diferencial, demonstrando através de imagens e radiografias alguns casos, para os quais foi necessário realizar o diagnóstico diferencial. Citou alguns exemplos. Passou a falar dos tumores malignos. Demonstrou um trabalho que foi publicado em 2006, pelo grupo brasileiro de Osteossarcoma, do qual a Santa Casa também faz parte e é avaliada a sobrevida global nos pacientes que tem metástase ao diagnóstico, e quando chegam sem metástase ao diagnóstico. Existe uma diferença significativa de 60% de sobrevida, para menos de 20% de sobrevida. Da mesma maneira, são os pacientes que chegam com tumor, menor ou maior de 12 cm, para os quais existe também uma diferença significativa;

6) Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP) tomou a palavra e fez a seguinte pergunta: “Como médico geral ou como profissional de saúde, que tem uma criança ou uma situação de estar com algum paciente com dor óssea deve encaminhar ao pediatra, para investigação? Quais as principais armadilhas que existem entre o diagnóstico e o encaminhamento deste paciente, e até o tratamento definitivo? Com o que devemos tomar cuidado principalmente?” Dra. Maria respondeu: “Acho que se formos falar de uma situação de pediatras, temos sempre que falar que uma criança que retorna com sintomas é um paciente que volta e deve ser valorizado. O paciente que volta com uma queixa recorrente deve ser investigado. Às vezes, tenta-se valorizar a queixa materna e o pediatra deve se atentar a essa queixa e solicitar os exames. Obviamente, após ser feita a investigação inicial, muitas vezes o pediatra recebe aquela radiografia, mas não sabe interpretar. Então, ele deve encaminhar a um serviço especializado, principalmente, encaminhar a um oncologista.” Dr. Eduardo Sadao tomou a palavra, fez mais uma pergunta e passou às entidades participantes, as quais fizeram seus comentários, questionamentos e debateram sobre o tema, tendo obtido respostas muito pertinentes da Dra. Maria Luisa Borsato. O debate poderá ser melhor acompanhado através do vídeo do evento que se encontra na página do projeto EDUCASUS www.educasus.com.br. Dr. Sadao agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão.


PARTICIPANTES NA FACULDADE:
Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP)

ENTIDADES PARTICIPANTES:
SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE LORENA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE MARÍLIA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE PIRACICABA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE SOROCABA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE VOTUPORANGA; FEHOSP; HOSPITAL SÄO LUIZ GONZAGA – não linkado; HOSPITAL GERAL DE GUARULHOS – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE RIBEIRÃO PRETO – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE BARRETOS; FUNDAÇÃO AMARAL CARVALHO / JAÚ; SANTA CASA DE MIS. DE OURINHOS – não linkado; SANTA CASA DE MIS. DE FRANCA; SANTA CASA DE MIS. DE SANTOS; CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA – não linkado.

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