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Um Retrato da Reabilitação Fonoaudiológica com Base em dados do Município de São Paulo

Informações do Evento

Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Data: 09/12/2009
Período: das 11:00 às 12:00
Coordenador do Evento: Eduardo Sadao Yonamine
Palestrante(s): Fga. Maria Cristina Pedro Biz - Vice Presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia - 2ª Região CRFa

Detalhes do Evento:

1) A Fga. Maria Cristina Pedro Biz iniciou a videoconferência agradecendo em nome do Conselho o convite para participar do projeto, e lembrando que iria apresentar o trabalho que o Conselho vem desenvolvendo ao longo dos anos;

2) Fga. Maria Cristina relatou inicialmente que o Conselho tem a missão de fiscalizar e orientar o exercício profissional de fonoaudiologia. Os dados apresentados foram colhidos através desse projeto de fiscalização, que contribui no sentido de aprimoramento da assistência fonoaudiológica, a qual é oferecida. Esse processo de fiscalização foi realizado no município de São Paulo junto aos serviços de saúde e possibilita um retrato, um perfil do cenário de reabilitação do município. Estes dados foram, então, apresentados numa audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo, com o intuito de discutir o legislativo e o executivo desses dados. O que foi detectado nesses serviços serviu como base para aprimorar a qualidade da assistência prestada. Apresentou os serviços fiscalizados e a forma como são distribuídos por coordenadoria. Frisou que em São Paulo funciona dessa forma, obtendo-se de 24 ambulatórios, 12 fiscalizados; das 420 UBSs, 20 fiscalizadas. Lembrou que a fiscalização foi realizada em serviços que possuem fonoaudiólogos, sendo 14 dos 32 Núcleos de Integração, além dos Núcleos de Saúde Auditiva, tendo sido fiscalizados 10 dos 15 localizados no município de São Paulo, chegando a um total de 53 serviços fiscalizados. Ao partir da análise destes dados e verificando o número de habitantes que existem em São Paulo, chegou-se a 237 fonoaudiólogos;

3) Fga. Maria Cristina frisou que foi desenvolvido um protocolo de fiscalização. Destacou que o Conselho tem avançado bastante com esses protocolos e que, provavelmente, para o início do ano de 2010 haverá terminado este protocolo para o serviço de saúde auditiva. Ressaltou que quanto mais instrumentalizado este serviço fiscal, melhor a fiscalização e avaliação do serviço prestado. Há um total de 19 questões aplicadas ao fonoaudiólogo com relação a este protocolo. Lembrou ainda que o papel do fonoaudiólogo é fiscalizar o exercício profissional. A avaliação desses dados teve como base a prevalência, e esses dados também estão baseados nas atribuições de cada serviço;

4) Fga. Maria Cristina passou a falar sobre os Núcleos Integrados à Saúde Auditiva, constatando que a integração auditiva é realizada em 50% dos NISAs. Relatou mais alguns pontos importantes a respeito dos NISAs. Outra questão importante no caso dos NISAs é a aquisição de material. Os profissionais afirmam ter materiais suficientes para o trabalho. Em contrapartida, a maior parte dos serviços não tem condições de trabalho adequadas para uma assistência de qualidade. Em relação ao Núcleo Integrado de Reabilitação, ele tem como atribuição a avaliação clínica, funcional, o acompanhamento das situações de risco para deficiência, prescrição, avaliação, adequação, acompanhamento e concessão de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, bem como reabilitação física e auditiva. Também está inclusa a obrigatoriedade de um fonoaudiólogo por cada equipe. Relatou algumas constatações encontradas no Núcleo Integrado de Reabilitação, Ambulatório de Especialidades, UBSs, CAPS (Infância, adolescência e juventude);

5) Fga. Maria Cristina destacou que em relação aos NASF (Núcleo de Assistência à Saúde da Família), o fonoaudiólogo está cada vez mais inserido, porém o que preocupa é o perfil de atuação deste fonoaudiólogo no NASF. Como já foi visto, a demanda que vem aos fonoaudiólogos são da saúde mental, acamados. No caso dos acamados, por exemplo, o que preocupa é a importância de definir esse perfil de atuação e de como se dará essa reabilitação. Há também o Programa Aprendendo com Saúde, que é um programa desenvolvido entre a Secretaria da Educação e Secretaria da Saúde, tendo como perspectiva a promoção, prevenção e assistência à saúde escolar. O fonoaudiólogo compõe uma equipe multidisciplinar para atender nas unidades educacionais. Passou a falar das Clínicas Escolas dos Cursos de Fonoaudiologia. Enfatizou algumas reflexões importantes a serem discutidas. Na audiência pública ficou de criar um grupo de trabalho, sendo que o legislativo prometeu discutir o plano anual, a questão do número de fonoaudiólogos e mais algumas questões, as quais são importantes e devem ser avaliadas;

6) Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP) tomou a palavra e fez a seguinte pergunta: “Um problema que vejo na área de fonoaudiologia, primeiro, é um reconhecimento da área de atuação do profissional fonoaudiólogo. O problema é que todos lembram do fonoaudiólogo nas seguintes situações: O paciente tem dificuldade para falar, cujo extremo seria o gaguejar, e acaba lembrando do fonoaudiólogo. Ou, então, o paciente já idoso, que não está ouvindo. As pessoas não sabem que há uma grande gama de atuação na área de fonoaudiologia. Acho que o maior problema que tem em não reconhecer isso, é perdermos mais uma geração de alunos que frequentam a escola e tem dificuldade de verbalização, ou seja, você vê que o aluno às vezes tem dificuldade de comunicação, pois, até mesmo o professor tem uma dificuldade de comunicação. Como a sociedade enxerga isto, tendo em vista a fonoaudiologia?” Fga. Maria Cristina respondeu: “O fonoaudiólogo é visto eminentemente como um profissional de reabilitação. Mas acredito que a questão da prevenção, durante muito tempo, nós tivemos as ações em saúde numa perspectiva apurativa. Acho que o fonoaudiólogo não difere das outras áreas, no sentido de trabalhar, investir em políticas de promoção e prevenção. Mas com certeza temos avançado muito. Muitos casos encontrados na escola, caso tivessem sofrido uma intervenção precoce anterior na educação infantil, futuramente nem apareceriam. É importante sim a realização dessas ações, com as quais possamos investir de forma mais maciça em prevenção e promoção. Em relação aos idosos, a mesma coisa. Quanto antes houver a intervenção precoce, melhor será o resultado.” Dr. Eduardo Sadao tomou a palavra, fez mais algumas perguntas e passou às entidades participantes, as quais fizeram seus comentários, questionamentos e debateram sobre o tema, tendo obtido respostas muito pertinentes da Fga. Maria Cristina Pedro Biz. O debate poderá ser melhor acompanhado através do vídeo do evento que se encontra na página do projeto EDUCASUS www.educasus.com.br. Dr. Sadao agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão.


PARTICIPANTES NA FACULDADE:
Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine (Coordenador de Ensino à Distância de Telemedicina da FCMSCSP), Dra. Cibele Siqueira (Assistente Técnica do Conselho de Fonoaudiologia) e Prof.ª Adriana Limongeli Gurgueira (Professora Assistente da FCMSCSP do Curso de Fonaudiologia)

ENTIDADES PARTICIPANTES:
SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE LORENA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE MARÍLIA – não linkado; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE PIRACICABA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE SOROCABA; IRM DA SANTA CASA DE MIS. DE VOTUPORANGA; FEHOSP; HOSPITAL SÄO LUIZ GONZAGA – não linkado; HOSPITAL GERAL DE GUARULHOS; SANTA CASA DE MIS. DE RIBEIRÃO PRETO; SANTA CASA DE MIS. DE BARRETOS – não linkado; FUNDAÇÃO AMARAL CARVALHO / JAÚ; SANTA CASA DE MIS. DE OURINHOS; SANTA CASA DE MIS. DE FRANCA; SANTA CASA DE MIS. DE SANTOS – não linkado; CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA – não linkado

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