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Síndrome dos Maus Tratos à Criança e ao Adolescente

Informações do Evento

Localidade: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Data: 10/12/2008
Período: das 19:00 às 20:00
Coordenador do Evento: Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine
Palestrante(s): Prof. Dr. Miguel Akkari - Chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa de São Paulo

Detalhes do Evento:

1) Dr. Miguel Akkari inicia a videoconferência a respeito da Síndrome dos maus tratos contra a criança e o adolescente, referindo ser esta, uma síndrome já descrita em 1860 por Tardieu. Apresenta um breve histórico da síndrome até os dias de hoje, considerada como abuso infantil, conceituando-o como sendo agressão física ou mental contra a criança / adolescente imposta pelos seus responsáveis, esses maus tratos podem ser: físico, sexual, psicológico e negligência. Antes de dar início ao caso clínico a ser discutido, levanta uma questão a respeito do número incerto de incidências desses casos no Brasil, e usa como exemplo os EUA, com uma pesquisa realizada em 39 estados, na qual, apontou 872.000 casos confirmados e 3.503.000 investigados;

2) Caso Clínico: Criança com 7 meses de idade. Mãe refere que a criança prendeu a perna no berço e quando a tia tentou tirá-la, ela começou a chorar. Apresentando uma fratura no fêmur, hematomas na face e na coxa esquerda e fraturas consolidadas na costela. Então, abriu-se para opiniões: Itapeva – Pediatra: “Prender a perna e fraturar é difícil?!?”; Ortopedista: - “Fratura em ossos longos de crianças, é de se desconfiar!”;

3) O Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine pergunta para o Dr. Miguel Akkari: -“Qual a pista para perceber que alguma coisa estava errada?” Uma fratura de traço transverso em osso longo, trata-se de trauma direto, ou seja, de uma agressão! Disse o Dr. Miguel Akkari. Dr. Onildo da Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia de Votuporanga, comenta a respeito da necessidade de verificar outras causas associadas, como por exemplo, hematomas na região do crânio ou das costas!!;

4) O Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine, pergunta: -“E se a mãe ou o pai percebem a desconfiança da equipe médica e resolvem levar a criança embora?” Dr. Miguel Akkari responde: - “Deve-se envolver-se com a preocupação no cuidado da criança para então, desenvolver a abordagem em torno deste fato e assim, não acuando os pais ou responsáveis naquele momento!” Itapeva: -“Não questione de imediato, interne a criança e então acione o conselho tutelar. Deve-se também verificar antigas fraturas!!”;

5) O Dr. Miguel Akkari, afirmou que deve-se internar a criança, mas daí pra frente, o que fazer? (Pergunta feita para todos os participantes.). O Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine, pergunta: -“O que fazer se agressão não for tão visível? Ou ainda, no caso do médico fazer olho gordo”!? ; O Dr. Miguel Akkari responde: No caso do médico não querer ver, a criança normalmente continuará sendo agredida e a tendência, é das agressões tornarem-se cada vez maiores. O Médico pode ser processado se fingir que não viu;

6) No final da videoconferência, o Dr. Miguel Akkari complementa, dizendo ser muito fácil distinguir uma agressão de uma osteogênese imperfeita. O fundamental é estar tudo muito bem documentado;

7) O Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine, pergunta: -“E como devem proceder os demais profissionais da saúde?” O Dr. Miguel Akkari responde: -“ A notificação deve ser feita por qualquer profissional!!”; Votuporanga – Assistente Social: -“Nós somos referência nos casos de agressão a criança e ao adolescente, e esse trabalho é feito por um grupo multidisciplinar” Itapeva – “Agentes de Saúde da Família auxiliam muito nesses casos!”;

8) O Dr. Miguel Akkari encerra a videoconferência dizendo: - “A conduta correta a ser tomada, é acionar imediatamente o conselho tutelar, escreva com letras grandes no prontuário as outras possíveis lesões verificadas e de preferência, tire fotos e anexe-as junto ao prontuário dizendo também que você notificou o conselho tutelar. Você deve acima de tudo notificar a suspeita, e não necessariamente acertar a suspeita!! Não entre em colisão com os familiares, interne com um motivo técnico e aí sim, acione o conselho tutelar”;

9) Dr. Eduardo Sadao Yonamine agradece a presença de todos e dá por encerrada a sessão.


PARTICIPANTES NA FACULDADE:
Prof. Dr. Eduardo Sadao Yonamine ( Coordenador de Ensino à Distância e Telemdicina da FCMSCSP)

ENTIDADES PARTICIPANTES:
SANTA CASA DE MIS. DE ITAPEVA (Dr. Gilberto Luiz Castro Vinhas - Cardilogista); IRM. DA SANTA CASA DE MIS. DE LORENA (Dr. José Waldir Fleury de Azevedo - Pediatra); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE MARÍLIA (Ausente devido ao Black-out - chuva); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE PIRACICABA (Ausente devido ao Black-out - chuva); FUNDAÇÃO MATERNIDADE SINHA JUNQUEIRA (Ribeirão Preto) (Ausente devido ao Black-out - chuva); IRM DA SANTA CASA DE MIS DE SOROCABA (Ausente devido ao Black-out - chuva); IRM. DA SANTA CASA DE MIS. DE VOTUPORANGA (Dr Onildo – Ortopedista – FEHOSP ( Maria Fátima da Conceição- Gerente Técnica)

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